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14ª Plenária da CUT: avanço para o movimento sindical e para a juventude trabalhadora

Escrito por: Alfredo Santos Jr, Secretário Nacional de Juventude da CUT

06/08/2014


Encerrou-se na última sexta-feira, dia 1° de agosto, a 14ª Plenária Nacional da CUT, com expressiva participação da juventude, 12% dos delegados e delegadas tinham 35 anos ou menos, e tendo dois eixos políticos: 1)Disputa de hegemonia: democratização do Estado e construção de um novo modelo de desenvolvimento; e 2)Atualizar o projeto político-organizativo da CUT e fortalecer a ação sindical. Além de cumprir sua função de deliberar sobre alterações estatutárias, estratégias de luta e ações para o próximo período, essa Plenária também desempenhou um papel político importante em diversos temas relevantes para a nossa conjuntura atual. A seguir, destacamos alguns dos principais momentos.

Durante a 14ª Plenária a CUT formalizou o apoio à reeleição de Dilma Rousseff em um ato com a presença da presidenta. Nesse ato a Central apresentou a Plataforma CUT da Classe Trabalhadora com uma série de reivindicações como a redução da jornada de trabalho sem redução de salários, a regulamentação da convenção 151 da OIT, referente aos direitos de negociação no serviço público, igualdade de direitos para as mulheres, apoio e valorização à agricultura familiar e realização da reforma agrária. 

Também foi de grande relevância o lançamento da terceira cartilha da Juventude da CUT com o título “Negociações sindicais no campo e na cidade”, coordenada pela Secretaria Nacional de Juventude, com apoio da FES e tendo como base duas pesquisas do DIEESE. A primeira pesquisa foi encomendada a partir de uma resolução do último Congresso da CUT. Ela consistiu em entrevistar os/as dirigentes da CUT nacional e estaduais e traçar o perfil quanto a gênero, cor, idade, orientação sexual e deficiência física. Além disso, ela questionou a opinião das/os dirigentes quanto à atuação da CUT e de seus sindicatos de base nesses temas, assim como quais ações seus sindicatos realizam. Já a segunda pesquisa fez um levantamento e diagnóstico das cláusulas de negociação coletiva existentes no que se refere à juventude, o papel importante que elas têm na garantia do trabalho decente para as/os jovens e como ainda é necessário avançar. Para isso, a SNJ elaborou propostas padrão de cláusulas de negociação coletiva no tema de juventude para servirem de base para os sindicatos. Por fim, a cartilha apresenta um artigo falando de políticas públicas para a juventude rural, tendo em vista que essa parcela da juventude não trabalha através de contratos privados. Nós acreditamos que para os sindicatos atraírem os e as jovens eles devem ter pautas e ações sindicais que contemplem a juventude trabalhadora e essa cartilha busca contribuir com esse objetivo.

Finalmente, gostaríamos de dar destaque para duas mudanças estatutárias, cujas propostas surgiram do Coletivo Nacional de Juventude da CUT. A primeira, a fixação de limite de 35 anos para os/as dirigentes que forem assumir as Secretarias de Juventude da CUT nacional e estaduais. Isso permitirá que um número maior de jovens estejam presentes nos espaços de direção, já que atualmente nem todas as secretarias de juventude são ocupadas por jovens.

A segunda define que cada dirigente da CUT Nacional e das Estaduais da CUT podem exercer no máximo dois mandatos na mesma secretaria. Assim ocorrerá uma maior renovação nas estruturas de poder da nossa Central. E esperamos que essas mudanças estatutárias possam inspirar as entidades sindicais filiadas a adotarem políticas semelhantes visando a renovação das direções e o empoderamento da juventude. Para nós, esses dois objetivos são essenciais para o fortalecimento, e inclusive a sobrevivência, do movimento sindical.

Essas vitórias só foram possíveis graças a unidade do Coletivo Nacional de Juventude da CUT. As propostas foram aprovadas por consenso na reunião do Coletivo realizada no começo desse ano e diversos secretários e secretárias de juventude se mobilizaram para aprovar essas emendas em suas respectivas Plenárias Estaduais. Isso deu força pra elas serem aceitas pelo conjunto da militância CUTista e serem aprovadas na etapa nacional.

A juventude trabalhadora CUTista sai fortalecida dessa 14ª Plenária Nacional, com mais instrumentos para a formulação de sua política e ação sindical e com cada vez mais condições para ocupar os espaços da CUT, contribuindo com a sempre necessária renovação e atualização, imprescindíveis para seguirmos sendo a maior, mais importante e mais combativa central sindical do Brasil.


 

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