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CNQ e Sindiquimica-BA realizam protesto de três horas em solidariedade aos trabalhadores da Huhtamaki nos EUA

26/08/2014

Escrito por: CNQ/CUT

Os trabalhadores e trabalhadoras da unidade baiana da empresa Huhtamaki, no Polo Plástico de Camaçari, atrasaram em três horas a entrada do turno na manhã de quinta-feira, 21, para prestar solidariedade aos trabalhadores dessa mesma empresa nos EUA, que vêm sofrendo com os baixos salários e com as precárias e inseguras condições de trabalho, além das práticas antissindicais e desrespeito às normas internacionais da OIT (Organização Internacional do Trabalho).

O ato foi organizado conjuntamente pela CNQ e Sindiquimica Bahia a pedido dos trabalhadores e sindicatos dos EUA que reuniram-se com a presidenta da CNQ, Lucineide Varjão, durante os trabalhos do congresso do sindicato Steel Work, realizado em Las Vegas, na semana passada.

“Eles são precarizados, humilhados, em algumas unidades usam fraldões para não precisar ir ao banheiro, trabalham jornadas extensas sem pagamento de hora extra”, denunciou a presidente da CNQ. “Tenham certeza de que este protesto vai repercutir por muitos países do mundo e quem sabe faremos esta multinacional finlandesa pare com essas práticas”, explicou.

Participaram do protesto dirigentes sindicais do ramo químico de todo o país, presentes a Salvador para a reunião da executiva da Confederação. Muitos se pronunciaram a importância da solidariedade internacional frente os processos de reestruturação produtiva das empresas multinacionais.

“Se nós trabalhadores não tivermos uma atuação de forma internacional, vamos ficar reféns da reestruturação produtiva. As multinacionais não têm pátria. Hoje dormimos trabalhando em uma empresa e acordamos trabalhando em outra, por isso é importante criarmos redes sindicais com companheiros dos outros países e sairmos para a ação”, pontuou o secretário de relações internacionais da CNQ Fábio Lins.

Os dirigentes do Sindiquímica Bahia conduziram o protesto, destacando os avanços que os trabalhadores mobilizados, junto ao Sindicato, conquistaram na unidade Huhtamaki do Polo Plástico de Camaçari, também falaram sobre a campanha reivindicatória e o Plebiscito Popular pela Reforma Política, que acontece de 1 a 7 de setembro.

De acordo com cipeiro Leandro dos Santos, que já foi representante sindical dentro da Huhtamaki, a partir da atuação do Sindiquímica, melhoraram os índices de sindicalização dentro da fábrica e as vitórias começaram a chegar. “Tudo é conquistado através da luta sem luta não conseguimos nada. Conquistamos um bom plano de saúde, um bom transporte, mas ainda tem gerente que vem de fora para coagir o pessoal e isso não aceitamos de forma alguma”, comenta o trabalhador.

O Grupo Huhtamaki

O grupo é fabricante global de produtos de consumo e embalagens especializadas, com foco e expertise em embalagens de fibra moldada, embalagens flexíveis, películas de proteção e copos de papel.  Ele atua nos segmentos de negócios: Embalagens Flexíveis e Películas, na América do Norte, e Fibra Moldada e Food Service, na Europa-Ásia-Oceania.

Sediado na Finlândia, o grupo conta com 61 unidades fabris em 30 países e tem cerca de 14.300 funcionários em todo o mundo. Em 2013, o Grupo Huhtamaki teve vendas líquidas no valor de €2,34 bilhões (US$3,21 bilhões) e nesse mesmo ano, a empresa bateu seu próprio recorde do ano anterior em termos de lucro por ação (LPA).

A situação dos trabalhadores nas unidades

O trabalho que se faz nas fábricas não sindicalizadas é bem diferente daquele feito nas fábricas sindicalizadas. Se por um lado parece que a Huhtamaki está expandindo suas unidades de produção, por outro, parece que ela está expandindo um modelo empregatício de baixos salários, baixos custos e baixa responsabilidade para com os trabalhadores que fornecem a mão de obra nas fábricas. Sob este tipo de modelo de expansão, os trabalhadores nas fábricas não sindicalizadas também se vêem perante uma ameaça ao seu meio de vida. Eles têm que enfrentar salários baixos, benefícios parcos ou inexistentes, condições inseguras de trabalho, processos decisórios arbitrários e um futuro incerto quanto aos seus empregos e suas expectativas de longo prazo.

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