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Marfrig fecha unidade no município de Alegrete (RS) e 650 trabalhadores perderão seus empregos

22/08/2014

Medida terá impacto direto na economia local; multinacional vai conservar a estrutura alugada para manter a reserva de mercado

Escrito por: William Pedreira

De acordo com matéria publicada pelo jornal Valor Econômico na edição desta sexta-feira (22), a Marfrig, segundo maior frigorífico brasileiro, vai suspender por tempo indeterminado, a partir de 1º de setembro, as operações em Alegrete (RS). A produção será transferida para o município de Bagé, também no Rio Grande do Sul.

Com a medida, os 650 trabalhadores da unidade perderão seus empregos. Siderlei Oliveira, presidente da Contac/CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Alimentação), classificou como irresponsável a ação da empresa que terá impacto tanto na vida dos trabalhadores e seus familiares como também na economia local.

“Essa é a política das multinacionais. Tratam com total desrespeito o País e a sua população”, condenou Siderlei, ao lembrar que no mundo globalizado o capital não tem pátria, ou seja, atua com mobilidade buscando apenas a expansão dos lucros. Segundo o dirigente, mesmo encerrando as operações, a Marfrig continuará alugando a estrutura no município para manter a reserva de mercado e impossibilitar a concorrência.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Alimentação de Alegrete, Marcos Rosse, afirmou ao Valor Econômico que o anúncio da paralisação foi feito ao sindicato no dia 15 e surpreendeu os trabalhadores, porque a planta recebeu recentemente investimentos de R$ 500 mil na modernização e ampliação da capacidade de abate de 600 para 800 bovinos por dia.

No início do mês a entidade havia fechado o acordo coletivo de 2014 com reajuste de 12% para o piso salarial e de 8% para as demais faixas de vencimentos, explicou o sindicalista.

Atenção redobrada - Siderlei também externou sua preocupação com o processo de crescimento desregulado do frigorífico JBS Friboi, que tem expandido sua estrutura com a frequente compra de outras empresas. “Tenho propriedade para falar do assunto, pois já vi esse filme em outras oportunidades”, disse o dirigente, citando o caso da Parmalat que “comprou uma variedade de empresas, possuía uma máquina expressiva de mídia e propaganda que possibilitou a criação do mito do produto saudável, de que o bom cliente era aquele que consumia produtos da Parlamat e por fim o que ocorreu foi a quebra da empresa”, recordou.

* Com informações do jornal Valor Econômico

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